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Natep Constrói #1 - Por que usar Bambu em construções populares?

  • Por Equipe Natep Constrói, CFM.

Dentre os principais parâmetros neces-sários para que uma construção forneça condições adequadas de habitação aos moradores, três merecem ser destacados: a eficiência energética, o mobiliário ade-quado e o conforto ambiental, que juntos contribuem para a construção de local digno para a moradia. Se tratando de projetos com base em construção popular, a seleção de materiais a serem utilizados deve focar, principalmente, na utilização daqueles com algumas caracte-rísticas específicas muito importantes, que são:


- Funcionalidade, ou seja, materiais que executem bem a função para a qual estão sendo empregados;

- Sustentabilidade, buscando sempre matéria-prima que seja o menos impactante possível ao meio ambiente;

- Bom custo-benefício, para que, além de funcional, o material usado não seja caro de se obter ou manter.



No post de hoje, vamos falar um pouco sobre um material incrível de bio-construção, que não passa por qualquer processamento industrial antes de ser utilizado na construção, gerando impactos ambientais bem menores: o bambu. Este material que a própria natureza nos oferece apresenta diversos benefícios e vantagens quando aplicado na construção popular. Abaixo, listamos algumas delas:



LEVEZA E TRABALHABILIDADE - As peças são leves por seu aspecto interno oco, fornecendo facilidade de manuseio;


PROTEÇÃO DO SOLO - Seu sistema de rizomas protege o solo da erosão após a colheita e retém nutrientes, beneficiando a terra do local;


POUCO POLUENTE - Não deixa resíduos, não necessita de químicos em seu plantio, absorve gases do efeito estufa e libera 35% mais O2 que outras árvores;


DISPONIBILIDADE - Cresce em abundância em climas variados e em diversos lugares;


MULTIPLICIDADE - Possui desde espécies anãs (1 metro de altura) à espécies gigantes (30 metros de altura), e esta grande diversidade confere exuberante versatilidade de aplicação;


LONGEVIDADE - A touceira (moita) é perene, uma vez que os colmos possuem vida útil variando de 4 a 15 anos;


BAIXO CUSTO DE PRODUÇÃO - Não necessita de muita técnica para seu plantio;


CONDUTIVIDADE - A transmissão de calor é 15% menor que a da madeira, por exemplo, e a condutividade de calor longitudinal é 25% menor;


BOA RESISTÊNCIA - Apresenta elevada resistência à tração (algumas espécies podem atingir 370 Mpa) e bom desempenho em testes mecânicos (massa específica aparente entre 500 a 800 kg/m3).


Apesar de possuir as diversas vantagens mencionadas, algumas desvantagens também devem ser destacadas, para que haja o melhor preparo possível do trabalhador/construtor ao adotar esse material:


BAIXA DURABILIDADE SE NÃO TRATADO CONVENIENTEMENTE - Pode absorver água e ser atacado por insetos quando o tratamento das peças é displicente;


MÃO-DE-OBRA - Deve ser qualificada para trabalhar com o bambu corretamente e obter o máximo de resistência do material nos cortes e posterior tratamento;


FERRAMENTAS DE CORTE - Para uma boa eliminação dos nós dentro do bambu, é necessário material especializado para obter boa resistência hidráulica, por exemplo;


FALTA DE NORMAS TÉCNICAS - Como é um material não convencional no Brasil, ainda não existem normas específicas;


GEOMETRIA PARTICULAR - Por ter formato cônico, possui uma grande variabilidade dimensional, podendo resultar em estruturas irregulares quando mal regulado;


TENSÃO DE CISALHAMENTO - A região escolhida para aplicação da carga interfere de forma significativa nos resultados, devido à distribuição heterogênea dos elementos anatômicos do bambu ao longo da espessura da parede do colmo.



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